Senão uma Lenda, pelo menos uma referência no desporto automóvel, Alain Prost está empenhado em plantações de milho. É verdade, não pelo fascínio em conduzir os veículos utilizados na actividade, mas antes pelo combustível que pode ser produzido. O Bioetanol pode ser usado em vez da gasolina, em veículos adaptados à tecnologia Flex Fuel (85% bioetanol). Uma boa notícia para a agricultura e para o ambiente.

Alain Prost is a name that every automobile sports fan will recognize. His connection to agriculture is however surprising. The ex- Formula 1 champion is committed to support corn producers in order to increase the availability of BioEtanol. This can be used to make Flex Fuel, which can replace gasoline in adapted cars. Good news for agriculture and for the environment.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Um novo polímero a ser desenvolvido no Brasil promete revolucionar a maneira como usamos as embalagens. Se eu não me vejo a comer a embalagem do Mars com o chocolate lá dentro, ou o pacote das batatas fritas sem o abrir, a verdade é que uma embalagem biodegradável é uma inovação muito promissora.

Can you see yourself eating a Mars bar without unwrapping it? Or a pack of crisps without opening it first? Well, I don't see a big advantage in that, even if it saves a few seconds. However, this polymer being developed in Brazil promises to deliver a biodegradable package, and that is for me a big step forward.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Confesso que esta notícia me apanhou de surpresa. Um protesto da ACAPO contra os veículos híbridos, já que por serem menos ruidosos são mais perigosos para os invisuais. Ao mesmo passo que se admite que o nível de ruído em especial nas cidades é um obstáculo, protesta-se com a diminuição desse ruído.

O que me choca mais é a ignorância de uma premissa fundamental, a de que uma parte substancial do ruído vem justamente do contacto dos veículos com o piso, e não do motor. E se o motor é mais silencioso, não o é em absoluto, continua a ser ouvido. Para isso era preciso protestar contra as bicicletas também.

Confunde-se acima de tudo o problema com a solução. O problema é justamente criar condições seguras de harmonia entre a circulação motorizada e os peões, em especial crianças ou invisuais. Isso tem de partir da prevenção, da educação cívica, e muito das condições de atravessamento da via pública, seja com limitadores de velocidade, semáforos, estreitamento de via, lombas, enfim, imensas maneira de tornar esse convívio mais seguro. Tornar os carros mais barulhentos parece-me ridículo, e claramente a pior de todas as soluções possíveis. Isso era tornar uma cidade numa cacofonia de ruído em que ninguém se entendia. O chamado nivelar por baixo.

Carros Hibrídos são um passo em frente, seja pela diminuição de poluição atmosférica, consumo de combustíveis fósseis e também a diminuição dos níveis de ruído. Só em ambientes menos ruídosos é possível alertar alguém por via sonora. Quem é que ouve o que quer que seja perto de um autocarro ou camião a arrancar? O motor faz-se sentir em especial no arranque, não na circulação, aí são justamente os pneumáticos.

Num exemplo muito simples, bastaria mudar o tipo de pavimento perto das passadeiras para ser imediato o reconhecimento do aproximar de um veículo, como ou sem motor. O tornar os veículos ruidosos parece-me a mim a menos razoável das soluções.

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I just read in the newspaper about a protest against hybrid vehicles that shocked me. The reason invoked is that since they produce less noise, it is harder to hear them and hence they become more dangerous to pedestrians, in particular to those who are invisual.

To me this "sounds" extremely unreasonable (pun intended), I can imagine dozens of solutions which can harmonize motor vehicles with pedestrians, without aggravating the noise jungles which are modern cities. Speed bumps, noisy asphalt, traffic lights are some examples. When you are close to noisy bus, I don't believe you can even hear the sounds from the traffic "lights" which are supposed to help those with vision impairment.

Making vehicles noisier is to me the worst of possible solutions, specially when the advantadges of hybrid vehicles are so evident.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Já não há mais dúvidas. O Aquecimento Global é um facto, e há 90% de certezas de ser causado pela Humanidade e pela queima de combustíveis fósseis. Tarde demais, dirão alguns, mas o facto é que finalmente parecem dissipadas todas as dúvidas e finalmente se começar a tentar inverter a situação actual.

Claro que os sistemas térmicos têm inércia muito grandes, e depois de tirar a chaleira do lume esta ainda vai ficar muito tempo a ferver e quente antes de arrefecer. Urge portanto tomar medidas e saber que não vai haver resultados imediatos.

No more doubts remain. Global Warming is here, and can be blamed on Humanity, with a certainty of 90%. The main culprit the burning of fossil fuels. Too late, some will say, but finally steps are being taken to contain and invert the current situation.

Of course if you turn the flame off under the pot you will still have boiling or hot water for a long time afterwards. Hence we are urged to take action with the notion that no immediate results will follow.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, fevereiro 16, 2007

«Sem que isso possa significar uma intromissão nas competências de outros órgãos de soberania, espero que se procurem soluções de bom senso, equilibradas e ponderadas que possam ajudar a unir os portugueses»
afirmou Cavaco Silva.

Sim, parece bom senso promover o consenso e não a clivagem na sociedade.

O Governo vai dispensar mais de três mil jovens que em Março concluem os 12 meses de estágio na função pública. [...] apesar das lamentações de muitos dirigentes que gostariam de manter alguns destes trabalhadores, o Governo já deixou claro que não há margem para contratações
in Diário de Notícias.

Promover estágios sem hipótese de emprego? Isto é brincar com as pessoas e uma manobra para influenciar as estatísticas de desemprego. Para não falar de Demagogia e Irresponsabilidade, pelo menos é falta de (bom) senso.

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From 3ooo candidates who will in March conclude their internship with the Government agencies, none will be hired. What is the point of promoting this internships, if not an attempt to influence the unemployment statistics?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, fevereiro 15, 2007

"O referendo nunca teve eficácia vinculativa devido à diminuta participação dos eleitores."

António Filipe, PCP, Assembleia da República, 2004

"No entanto, não podemos esquecer que em 1998 [...] assistimos [...] à imposição de um referendo que independentemente de não ser vinculativo teve o resultado que teve.

António Chora, BE, 2005

Jerónimo de Sousa alertou também para eventuais «manobras dilatórias» dos adversários da despenalização do aborto, a propósito do carácter não vinculativo da consulta.
in TSF.

-> Incrível como tanto pode mudar em tão pouco tempo, conforme a conveniência.

"Apelo sem nenhuma diferença a todos os que apresentaram, propostas sobre a despenalização que juntem agora os seus votos à regulamentação da lei que será discutida nos próximos dias na Assembleia da República"
Francisco Louçã defendeu ainda uma legislação que permita à mulher um período de reflexão de dois ou três dias.

in Rádio Renascença.

-> Assim sim! Na procura de consensos se encontrará a solução menos má, já que nenhuma das soluções é boa.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Afinal há muitos consensos na Sociedade Portuguesa.

Toda a gente acha o aborto errado, quando muito solução de último recurso.

Ninguém quer ver mulheres na cadeia.

Todos querem acabar com o aborto clandestino.

Ninguém quer ver a IVG banalizada como o preservativo.

Todos querem dignidade e saúde.

A divergência parece ser então só na maneira de alcançar estes objectivos. Uns acreditam em permitir a IVG como uma criteriosa excepção, outros em deixar ao arbítrio da mulher a decisão.

Será interessante então ver o que se passou na campanha. Será que se procurou as soluções de maior consenso? Uns prometem avançar com propostas de suspensão automática de processos, outros garantem bater-se por períodos de reflexão obrigatório.

Tudo parecia correr bem, não fossem os "malditos" extremistas. Esses são aqueles que nestes oito anos não mexeram uma palha para ajudar mulheres grávidas a resolver os seus problemas, e hoje querem as soluções mais radicais para os sintomas (e não as causas).

Sim, sempre vai haver opiniões mais moderadas e mais radicais. Mas é com muita, mas muita pena que se regista entre os radicais pessoas de muita responsabilidade, que apelam vergonhosamente a um tudo ou nada, que fogem a procurar discutir ideias, soluções e consensos e insistem no tudo ou nada a lembrar o presidente americano: "ou estão comigo ou contra mim".

Pois é, o mundo não é preto e branco, há opiniões cinzentas, e muitos até as expõe publicamente, explicando porque o seu cinzento está mais perto do preto ou mais perto do branco.

São essas as vozes que me elucidam, não as do extremismo.

Por favor, votem no Domingo, e reflictam e respeitem a vossa consciência, pesem a vossa decisão.

Não se trata de uma questão partidária, religiosa ou clubística, trata-se de uma questão de consciência.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Robbie Williams à la João Braga.

Electronic Fado à la Gato fedorento.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on terça-feira, fevereiro 06, 2007

A pergunta que vai dia 11 deste mês a referendo é:

«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»


A pergunta não é:

"Acha que mulheres devem ser enviadas para a cadeia por abortar?"

"Acha que a pena de prisão é a pena mais ajustada?"

"Quer uma vida justa e digna para as mulheres?"

"A mulher tem os mesmos direitos que o Homem?"

"É contra as mulheres serem criminosas?"

"A mulher pode fazer tudo o que lhe apetecer com o corpo?"

"A vida humana só começa depois das 10 semanas?"

"Quer acabar com o aborto clandestino?"

(O aborto clandestino custa 25€, feito por comprimidos, disponível pela Women on Waves)


A pergunta a referendo não é nenhuma dessas.

A pergunta que vai a referendo é se o acto de interromper uma gravidez por vontade da mulher deve ou não ser penalizado. Não as mulheres, mas o acto. Se este acto é portanto condenável ou não.

Ninguém quer mulheres na prisão, nem aborto clandestino, ninguém quer isso. E também poucos querem a Interrupção de Gravidez (apenas em casos de extrema necessidade a defendem).

O que para mim é extraordinário é que ambas as facções em contenda (ou a esmagadora maioria destes) concordam com a actual Lei para depois das 10 semanas. Ou seja que a Interrupção de Gravidez deve ser punida, excepto em determinadas circunstâncias. O que de mágico acontece entre a semana 9 e a 11 é que ninguém explica.

O que me deixa indeciso:

Concordo com o combate ao aborto clandestino?
Sim!

Concordo a criação de condições no SNS ou clínicas para que quem realmente precise possa abortar? Sim, isso já acontece, talvez houvesse outras excepções que a Lei pudesse considerar.

Concordo que quem se submeta a uma IVG, deva prestar serviço comunitário em Lares de terceira idade ou apoiar financeiramente instituições sem fins lucrativos de apoio a grávidas ou famílias carenciadas?
Obviamente e absolutamente. É uma pena ajustada.

Concordo com o pressuposto na pergunta em Referendo? Tenho muitas dúvidas se será o "Sim" ou o "Não" a melhor escolha, os argumentos das duas partes são extremistas e disparatados. Só vejo advogados e juristas a discutir quando começa a vida, e profissionais de saúde a discutir a aplicabilidade de Leis, economistas a falar de danos psicológicos, e psicólogos a comparar custos e estatísticas. Não deixa de ser curiosa a posição sem excepção que têm as organizações de apoio a grávidas e famílias carenciadas, que trabalham todos os dias quase sem recursos e muitas vezes na base do voluntariado. Terão medo de ficar sem trabalho, ou será que acreditam no que fazem?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, fevereiro 01, 2007