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Parabéns pela vossa política comercial.

Ontem pelas 9h15-9h30 levei o meu carro à vossa oficina para ser preparado e levado à inspecção periódica obrigatória. Foi-me indicado que caso fosse necessária alguma reparação me contactariam a indicar o orçamento.

Pelas 16h00 recebi um telefonema a informa que uma vez que o carro ia à inspecção, que recomendavam a substituição das escovas pára-brisas e a lubrificação dos injectores. Perguntaram ainda se eu autorizava as operações e eu acedi.

À hora indicada (17h30) compareci na oficina para levantar a viatura e pagar o serviço. Tudo conforme planeado.

Hoje fui ver o documento da inspecção para marcar já no calendário para a próxima inspecção periódica. Qual não é a minha surpresa ao verificar que o documento do centro de inspecções tinha a hora de inspecção 10h17. Mas ainda verifico que dos 170€ cobrados pelo serviço, cerca de 100€ referem-se à lubrificação de injectores e troca de escovas do pára-brisas.

Os meus parabéns pela vossa política comercial. Acabaram de perder um cliente.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sábado, outubro 23, 2010
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A Massa Crítica é um movimento mundial que promove o uso de transportes individuais não poluentes, em especial a bicicleta. No Porto (Portugal) a face visível deste movimento é a Bicicletada, um passeio de bicicleta que tem lugar uma vez por mês, na última sexta-feira de cada mÊs, com início na Praça dos Leões.

PortoBikeTour2008Justamente no Porto teve lugar há poucos dias a segunda edição do Porto Bike Tour. Um enorme sucesso, com mais de oito mil participantes, que no final tiveram direito a fica com a bicicleta, o capacete, e mais equipamento fornecido pela organização (a participação tem um custo de inscrição de cerca de 50€).

É óbvio que a realização deste tipo de eventos provoca perturbações no trânsito automóvel. O que representa uma inversão total de pardigma, pois hoje é o trânsito automóvel que cria muitas dificuldades ao uso da bicicleta.

Reparem só no que aconteceu em Nova Iorque, em que um polícia decidiu atacar a despropósito e aleatoriamente um participante de uma actividade da Critical Mass. As imagens mostram uma violência excessiva e desmedida, difícil mesmo de entender. O ciclista participante esteve preso durante 26 horas por agressão a um agente da autoridade e resistência a ordem de prisão. Bem, vejam as imagens e julguem por vocês. O ciclista é derrubado, com uma placagem típica do futebol americano e estatela-se no chão.

No fim, o polícia foi castigado e destituído do seu crachá e de porte de arma de fogo (!). Já sei o que muitos de vocês vão dizer. Que isto só pode acontecer nos Estados Unidos da América, que é uma sociedade muito violenta, que têm os combustíveis demasiado baratos e que por isso constroem a sociedade alicerçada unicamente no transporte individual e ainda por cima com os veículos mais poluentes e menos eficientes.

Pois bem, não sei se será bem assim. Se calhar está na altura para olhar para o nosso umbigo. É que estas iniciativas também não estão a ter apoio em Portugal. Pelo contrário, as manifestações mais frequentes, excepto as dos participantes, até são de desagrado. E vão desde classificar estes eventos de "puro vandalismo" ao ponto afirmar que os ciclistas devem ir para o campo e não têm lugar nas cidades. E não se trata de polícias brutos e sem formação, falamos também de arquitectos e planeadores do espaço público. Parece que a depência do automóvel turva o esclarecimento da mente. Felizmente parece haver uma nova geração (arquitectos incluídos) que traz uma lufada de ar fresco disposta a provar o contrário, e a mostrar que a bicleta não é só um veículo de passeio e lazer, mas também um meio de transporte e de trabalho.

Já aqui ao lado, em Lisboa, o cenário não é totalmente diferente, mas parecem estar a nascer os primeiros frutos da cidade das sete colinas:

Os primeiros 100 dias já lá vão, assim como muitos quilómetros, mas verifiquem como um Engenheiro Civil faz da bicicleta o seu meio de transporte em Lisboa em 100 dias de Bicicleta em Lisboa. Em particular, reparem por exemplo neste post "Da cota 05m à cota 60m, 10.4km no total". Imaginem agora se houvesse ciclovias e articulação com os transportes públicos, como noutras capitais e cidades europeias.

E vocês, já experimentaram ir para o trabalho de bicicleta? Que dificuldades encontraram, ou o que teria que mudar para vos convencer? Tenho um amigo que vai todos os dias de Ermezinde para Famalicão (com a bicicleta dentro do comboi, claro está), não se esqueçam que a bicicleta se articula e complementa com os transportes públicos, e há sempre as foldable bikes (à venda no Biclas).

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Posted by Carlos Manta Oliveira on terça-feira, julho 29, 2008
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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, julho 23, 2008

Conhecia uma iniciativa interessante na Áustria. O MaisGasolina é uma iniciativa que eu aplaudo. É para estas coisas que serve memso a Internet. O conceito é de um modo colaborativo reunir informações sobre os Postos de Combustíveis mais baratos. Com a liberalização de preços, e a práctica de descontos, talões e outras promoções torna-se importante ter números e estatísticas para interpretar os preços.

É altura de parar com o "desconto de 5 cêntimos por litro". Esta informação é completamente inócua e vazia. Ainda no fim de semana passado tive que provar isso a quem ía no carro comigo. Passámos na Repsol Matosinhos (ao parque da Cidade) onde anunciavam "desconto de 5 cêntimos ao fim de semana". Acontece que o preço do gasóleo aí era de 1,25€/l. Insisti que fossemos ao posto do costume, o antigo Carrefour de Gaia, agora Continente e em breve possivelmente Galp. Bem, retomando, abastecemos aí por 1,17€/l. A caminho de casa passámos ainda na BP dos Carvalhos onde o preço era de 1,23€/l. Na BP podemos usar uns talões no LIDL que dão um desconto de 6 cêntimos por litro, mas apenas se pode usar um talão por cada múltiplo de 20l. Por exemplo, se abastecer 53l, apenas posso usar 2 talões, logo o desconto é sempre inferior, e só no máximo chega aos 6 cêntimos.

Bem, encorajo-vos a usarem este novo site, para que todos nós possamos tirar proveito e poupar uns trocos ao fim do mês.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, março 07, 2008

Eu acho sinceramente que um dos Gato Fedorento está a tentar ser a Paris Hilton em versão portuguesa. É que são coincidências e parecensas demasiadas para não se tratar de um esforço propositado. Vejamos:

  • Paris e Quintela são figuras mediáticas
  • Paris e Quintela têm um programa de televisão
  • Paris e Quintela gostam de dançar (quem não viu no Dança Comigo?)
  • Paris e Quintela pensam que sabem cantar (convidado a cantar nas Doce)
  • Paris e Quintela bebem demasiado
  • Paris e Quintela conduzem embriagados
  • Paris e Quintela põem em perigo pessoas inocentes
  • Paris e Quintela são apanhados pela Polícia
  • Paris e Quintela são condenados pelo Juiz
  • Paris e Quintela fazem trabalho comunitário para cumprir a pena

Dado o lapso temporal entre o original e a cópia torna-se completamente claro que é José Diogo Quintela que está a tentar emular a conhecida e mediática Paris Hilton. A diferença entre o original e a cópia é que os juízes são bem mais permissivos que os americanos, ou como se diz em Portugal "tolerantes", e Quintela ainda vai continuar com a carta de condução em sua posse e autorizado a conduzir. Isto apesar de aparecer num programa de televisão a beber champagne pela garrafa horas antes de ser apanhado pela polícia.

Shame on you stinky cat!

Discordo completamente desta decisão judicial. Acho que há uma tremenda falta dos juízes portugueses. De coragem por um lado em condenarem figuras públicas, como se destas tivessem medo, e de visão por outro lado, pois fazem passar uma mensagem totalmente descabida e muito perigosa. A mensagem que fica é que afinal não se fica sem carta por conduzir embriagado, só se paga multa, e que afinal até se pode conduzir bêbado uma vez por outra que o juiz perdoa e desculpa.

Pois é, não vivêssemos num país que tem das maiores taxas de sinistralidade automóvel do mundo e até se compreendia tal tolerância zero. É um facto que a melhoria na assistência aos sinistros (trabalho do INEM) tem feito com que mortalidade diminua, mas seria importante que as estatísticas passassem a reflectir as mortes no Hospital (a 30 dias) e não apenas as declaradas na estrada. Longe vão os tempos da famosa "Tolerância Zero". É pena, porque ainda há muito que fazer, e a prova está este triste exemplo de Quintela. Tanto por não ter tido pojo em conduzir um carro embriegado (não teria dinheiro para um taxi?) como na falta de tacto do juiz em ser tolerante com alguém que ultrapassou em mais de 3 vezes o limite legal para conduzir.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, janeiro 04, 2008


Encontra-se em desenvolvimento na Maia, pela Retroconcept, e será adaptado às necessidades do trânsito da área metropolitana do Porto.

Ver notícia no Ciência Hoje.

A new electric vehicle is being developed by Retroconcept in Maia, and will be on the streets by 2009, adapted to the traffic conditions in Porto.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on terça-feira, outubro 09, 2007

Confesso que esta notícia me apanhou de surpresa. Um protesto da ACAPO contra os veículos híbridos, já que por serem menos ruidosos são mais perigosos para os invisuais. Ao mesmo passo que se admite que o nível de ruído em especial nas cidades é um obstáculo, protesta-se com a diminuição desse ruído.

O que me choca mais é a ignorância de uma premissa fundamental, a de que uma parte substancial do ruído vem justamente do contacto dos veículos com o piso, e não do motor. E se o motor é mais silencioso, não o é em absoluto, continua a ser ouvido. Para isso era preciso protestar contra as bicicletas também.

Confunde-se acima de tudo o problema com a solução. O problema é justamente criar condições seguras de harmonia entre a circulação motorizada e os peões, em especial crianças ou invisuais. Isso tem de partir da prevenção, da educação cívica, e muito das condições de atravessamento da via pública, seja com limitadores de velocidade, semáforos, estreitamento de via, lombas, enfim, imensas maneira de tornar esse convívio mais seguro. Tornar os carros mais barulhentos parece-me ridículo, e claramente a pior de todas as soluções possíveis. Isso era tornar uma cidade numa cacofonia de ruído em que ninguém se entendia. O chamado nivelar por baixo.

Carros Hibrídos são um passo em frente, seja pela diminuição de poluição atmosférica, consumo de combustíveis fósseis e também a diminuição dos níveis de ruído. Só em ambientes menos ruídosos é possível alertar alguém por via sonora. Quem é que ouve o que quer que seja perto de um autocarro ou camião a arrancar? O motor faz-se sentir em especial no arranque, não na circulação, aí são justamente os pneumáticos.

Num exemplo muito simples, bastaria mudar o tipo de pavimento perto das passadeiras para ser imediato o reconhecimento do aproximar de um veículo, como ou sem motor. O tornar os veículos ruidosos parece-me a mim a menos razoável das soluções.

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I just read in the newspaper about a protest against hybrid vehicles that shocked me. The reason invoked is that since they produce less noise, it is harder to hear them and hence they become more dangerous to pedestrians, in particular to those who are invisual.

To me this "sounds" extremely unreasonable (pun intended), I can imagine dozens of solutions which can harmonize motor vehicles with pedestrians, without aggravating the noise jungles which are modern cities. Speed bumps, noisy asphalt, traffic lights are some examples. When you are close to noisy bus, I don't believe you can even hear the sounds from the traffic "lights" which are supposed to help those with vision impairment.

Making vehicles noisier is to me the worst of possible solutions, specially when the advantadges of hybrid vehicles are so evident.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, fevereiro 19, 2007