Após 5 anos à espera que a Câmara Municipal construisse uma rotunda num cruzamento muito movimentado, um grupo de cidadãos decidiu... construí-la!
A Massa Crítica é um movimento mundial que promove o uso de transportes individuais não poluentes, em especial a bicicleta. No Porto (Portugal) a face visível deste movimento é a Bicicletada, um passeio de bicicleta que tem lugar uma vez por mês, na última sexta-feira de cada mÊs, com início na Praça dos Leões.
Justamente no Porto teve lugar há poucos dias a segunda edição do Porto Bike Tour. Um enorme sucesso, com mais de oito mil participantes, que no final tiveram direito a fica com a bicicleta, o capacete, e mais equipamento fornecido pela organização (a participação tem um custo de inscrição de cerca de 50€).
É óbvio que a realização deste tipo de eventos provoca perturbações no trânsito automóvel. O que representa uma inversão total de pardigma, pois hoje é o trânsito automóvel que cria muitas dificuldades ao uso da bicicleta.
Reparem só no que aconteceu em Nova Iorque, em que um polícia decidiu atacar a despropósito e aleatoriamente um participante de uma actividade da Critical Mass. As imagens mostram uma violência excessiva e desmedida, difícil mesmo de entender. O ciclista participante esteve preso durante 26 horas por agressão a um agente da autoridade e resistência a ordem de prisão. Bem, vejam as imagens e julguem por vocês. O ciclista é derrubado, com uma placagem típica do futebol americano e estatela-se no chão.
No fim, o polícia foi castigado e destituído do seu crachá e de porte de arma de fogo (!). Já sei o que muitos de vocês vão dizer. Que isto só pode acontecer nos Estados Unidos da América, que é uma sociedade muito violenta, que têm os combustíveis demasiado baratos e que por isso constroem a sociedade alicerçada unicamente no transporte individual e ainda por cima com os veículos mais poluentes e menos eficientes.
Pois bem, não sei se será bem assim. Se calhar está na altura para olhar para o nosso umbigo. É que estas iniciativas também não estão a ter apoio em Portugal. Pelo contrário, as manifestações mais frequentes, excepto as dos participantes, até são de desagrado. E vão desde classificar estes eventos de "puro vandalismo" ao ponto afirmar que os ciclistas devem ir para o campo e não têm lugar nas cidades. E não se trata de polícias brutos e sem formação, falamos também de arquitectos e planeadores do espaço público. Parece que a depência do automóvel turva o esclarecimento da mente. Felizmente parece haver uma nova geração (arquitectos incluídos) que traz uma lufada de ar fresco disposta a provar o contrário, e a mostrar que a bicleta não é só um veículo de passeio e lazer, mas também um meio de transporte e de trabalho.
Já aqui ao lado, em Lisboa, o cenário não é totalmente diferente, mas parecem estar a nascer os primeiros frutos da cidade das sete colinas:
Os primeiros 100 dias já lá vão, assim como muitos quilómetros, mas verifiquem como um Engenheiro Civil faz da bicicleta o seu meio de transporte em Lisboa em 100 dias de Bicicleta em Lisboa. Em particular, reparem por exemplo neste post "Da cota 05m à cota 60m, 10.4km no total". Imaginem agora se houvesse ciclovias e articulação com os transportes públicos, como noutras capitais e cidades europeias.
E vocês, já experimentaram ir para o trabalho de bicicleta? Que dificuldades encontraram, ou o que teria que mudar para vos convencer? Tenho um amigo que vai todos os dias de Ermezinde para Famalicão (com a bicicleta dentro do comboi, claro está), não se esqueçam que a bicicleta se articula e complementa com os transportes públicos, e há sempre as foldable bikes (à venda no Biclas).
Conhecia uma iniciativa interessante na Áustria. O MaisGasolina é uma iniciativa que eu aplaudo. É para estas coisas que serve memso a Internet. O conceito é de um modo colaborativo reunir informações sobre os Postos de Combustíveis mais baratos. Com a liberalização de preços, e a práctica de descontos, talões e outras promoções torna-se importante ter números e estatísticas para interpretar os preços.
É altura de parar com o "desconto de 5 cêntimos por litro". Esta informação é completamente inócua e vazia. Ainda no fim de semana passado tive que provar isso a quem ía no carro comigo. Passámos na Repsol Matosinhos (ao parque da Cidade) onde anunciavam "desconto de 5 cêntimos ao fim de semana". Acontece que o preço do gasóleo aí era de 1,25€/l. Insisti que fossemos ao posto do costume, o antigo Carrefour de Gaia, agora Continente e em breve possivelmente Galp. Bem, retomando, abastecemos aí por 1,17€/l. A caminho de casa passámos ainda na BP dos Carvalhos onde o preço era de 1,23€/l. Na BP podemos usar uns talões no LIDL que dão um desconto de 6 cêntimos por litro, mas apenas se pode usar um talão por cada múltiplo de 20l. Por exemplo, se abastecer 53l, apenas posso usar 2 talões, logo o desconto é sempre inferior, e só no máximo chega aos 6 cêntimos.
Bem, encorajo-vos a usarem este novo site, para que todos nós possamos tirar proveito e poupar uns trocos ao fim do mês.
Na sequência dos novos serviços anunciados pelo Ministério da Administração Interna, venho aqui referenciá-los, e adicionar outros dois, talvez igualmente úteis.
(felizmente não perdi nada, mas experimentei a busca e funciona bem)
(desde poluição até ofensas corporais)
(Um repositório de queixas)
(Outro Repositório, completo, e de busca fácil)
Há quem recomende consultar estes repositórios antes de comprar um produto ou serviço para verificar a fiabilidade da empresa.
Governem-se! (electronicamente)
Conhecem mais algum site a acrescentar a esta lista?
No passado Domingo, dia 25 de Março, eu e mais 17 mil pessoas participamos num evento desportivo a comemorar o dia do Pai. O grande vencedor foi a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral que recebeu um euro por cada inscrito, num total de 16.658 €
Os restantes vencedores foram os participantes das duas provas, quer a caminhada de 4km quer a corrida dos 10 km, que passaram uma fantástica manhã de Domingo a fazer desporto. Isto num local de eleição, ao redor do Parque da Cidade e perto da praia.
No melhor pano cai a nódoa. Quando estou a iniciar a segunda volta do percurso ouço o Speaker a pedir às pessoas que tirem apenas uma garrafa, para que o stock seja suficiente para todos os participantes. Escusado será dizer que quando terminei a segunda volta e a corrida já só havia garrafas de àgua e as bebidas isotónicas tinham desaparecido. Isto enquanto via crianças a dirigirem-se para as mesas com àgua com os pais a berrar "não abras a garrafa".
Sim, é verdade, a organização tem parte de responsabilidade, pois bastava que as bebidas fossem entregues contra por exemplo a devolução do dorsal. Mas os ignóbeis a criticar sem sem dúvida os muitos a quem civismo é uma palavra de língua estrangeira. Enquanto sedento e exausto caminhava para o carro vi carrinhos de bebé com dezenas de "powerade" dentro, e bebes ao colo, malas abertas com dezenas de garrafas de àgua, enfim, imensos espertalhões imbecis que para satisfazer a ganância pessoal prejudicam todos os outros. Isto para além do exemplo que dão e cultivam à próxima geração de imbecis, os seus filhos, que é isto que aprendem na corrida do "Dia do Pai".
Last Sunday I took part of yet another sports event in Porto. It was a 10km race to celebrate Father's Day, and for each participant 1€ was donated to a charity (for handicap children). I was amazed to see nearly 17.000 participants who filled the city's Park and Sea Promenade with the orange T-shirts.