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Após 5 anos à espera que a Câmara Municipal construisse uma rotunda num cruzamento muito movimentado, um grupo de cidadãos decidiu... construí-la!

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, outubro 10, 2008

Encontrei variados artigos em Blogs com oposições ferozes ao novo acordo ortográfico. O Memória Virtual contém muitos exemplos da nova grafia a que chega a chamar de aberrações. Eu tenho um prazer confesso em ser do contra e fazer de advogado do diabo. Mas neste caso até nem me custou muito, porque achei que as alterações não são assim tão marcantes que desfigurem a língua. Por exemplo o eleminar das consoantes mudas pode introduzir confusão entre palavras homófonas que passam a homógrafas, mas vem traduzir mais fielmente o modo como a língua é usada.

Uma língua quer-se viva e é por isso que saúdo esta tentiva de aproximar e unir os falantes de português através da homogenização das regras da língua. Imagine-se que por exemplo o português do Brasil vai deixar de usar o trema, que nem sequer existe no actual português de portugal. Mesmo na Informática, esta alteração é muito significativa, o meu teclado nem sequer tem trema, só com combinação de teclas o consigo aceder. No entanto o acordo preserva ainda assim diferenças entre os diferentes sabores do português como Amazónia/Amazônia. Muito mais grave parecem-me aquelas tentativas de mudar por completo a gramática e o nome dos tempos verbais. O facto da oposição a esta mudança na ortografia ser maior ao que se verifica no caso da gramática, parece-me prender-se mais com uma complexidade em ver uma aproximação das grafias de Portugal e do Brasil, um medo talvez irracional de ficar a perder algo, ou de ceder a outrém. Verifica-se essa oposição curiosamente de ambos os lados do Atlântico.

Até que acabei por encontrar um texto que achei fantástico, de uma amiga que conhecia apenas de caminhadas na montanha. Está no e Marrocos aqui ao lado, e convenceu-me de vez a ser a favor do acordo. Recomendo que leiam e até subscrevam o feed RSS como eu fiz, vão-se surpreender. Tem imensos exemplos do que mudou com acordos ortográficos anteriores, que não resisto a citar, como este:

"Ao scepticismo e á descrença que o paiz começou a ter pelos governantes, ha que opôr uma propaganda tenaz, chamando-o de novo á consciencia dos seus destinos"

Partido Republicano Radical, 1925

Um texto que apesar da estranha graphia, aliás grafia, continua muito actual, ou até atual.

E vocês, estão preparados para serem dos primeiros a adoptar a nova Grafia, ou preferem resistir até ao fim?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, maio 14, 2008

Confesso que esta notícia me apanhou de surpresa. Um protesto da ACAPO contra os veículos híbridos, já que por serem menos ruidosos são mais perigosos para os invisuais. Ao mesmo passo que se admite que o nível de ruído em especial nas cidades é um obstáculo, protesta-se com a diminuição desse ruído.

O que me choca mais é a ignorância de uma premissa fundamental, a de que uma parte substancial do ruído vem justamente do contacto dos veículos com o piso, e não do motor. E se o motor é mais silencioso, não o é em absoluto, continua a ser ouvido. Para isso era preciso protestar contra as bicicletas também.

Confunde-se acima de tudo o problema com a solução. O problema é justamente criar condições seguras de harmonia entre a circulação motorizada e os peões, em especial crianças ou invisuais. Isso tem de partir da prevenção, da educação cívica, e muito das condições de atravessamento da via pública, seja com limitadores de velocidade, semáforos, estreitamento de via, lombas, enfim, imensas maneira de tornar esse convívio mais seguro. Tornar os carros mais barulhentos parece-me ridículo, e claramente a pior de todas as soluções possíveis. Isso era tornar uma cidade numa cacofonia de ruído em que ninguém se entendia. O chamado nivelar por baixo.

Carros Hibrídos são um passo em frente, seja pela diminuição de poluição atmosférica, consumo de combustíveis fósseis e também a diminuição dos níveis de ruído. Só em ambientes menos ruídosos é possível alertar alguém por via sonora. Quem é que ouve o que quer que seja perto de um autocarro ou camião a arrancar? O motor faz-se sentir em especial no arranque, não na circulação, aí são justamente os pneumáticos.

Num exemplo muito simples, bastaria mudar o tipo de pavimento perto das passadeiras para ser imediato o reconhecimento do aproximar de um veículo, como ou sem motor. O tornar os veículos ruidosos parece-me a mim a menos razoável das soluções.

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I just read in the newspaper about a protest against hybrid vehicles that shocked me. The reason invoked is that since they produce less noise, it is harder to hear them and hence they become more dangerous to pedestrians, in particular to those who are invisual.

To me this "sounds" extremely unreasonable (pun intended), I can imagine dozens of solutions which can harmonize motor vehicles with pedestrians, without aggravating the noise jungles which are modern cities. Speed bumps, noisy asphalt, traffic lights are some examples. When you are close to noisy bus, I don't believe you can even hear the sounds from the traffic "lights" which are supposed to help those with vision impairment.

Making vehicles noisier is to me the worst of possible solutions, specially when the advantadges of hybrid vehicles are so evident.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, fevereiro 19, 2007