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Há coisas que ficam para lá da minha compreensão. Que os profissionais de saúde tenham prioridade, isso é evidente. É preciso alguém para tratar quem vier a adoecer. Que alguns profissionais de outras áreas sejam escolhidos, também compreendo. Vai ser preciso água, luz (electricidade) telefones, condutores de comboios ou transportes públicos.

Mas titulares de cargos públicos? A que propósito? O absentismo parlamentar é algo de vergonhoso. 1500 faltas em 109 sessões significa uma média de 140 faltas por sessão, num universo de 230 deputados. Que efeito teria a gripe A? Se mais de 50% dos deputados em média falta, que diferença faria faltaram mais dez ou vinte?

Para além do mais, há quanto tempo estamos em eleições? Lembro que o novo Governo só toma posse amanhã, e hoje faz 4 semanas que se realizaram as últimas eleições, as autárquicas. Das legislativas já passam 6 semanas, e que catástrofe sofreu o país com tanto tempo sem governantes empossados? Para não estar a questionar sobre se no intervalo entre as europeias e as legislativas, com as férias pelo meio, se realmente houve “trabalhos” dos titulares de cargos públicos. Que impacto teria efectivamente uma gripe nestes casos? Por períodos bem superiores ao que demora a debelar uma gripe (7 dias) tivémos um Ministro a assegurar duas importantes pastas, sem que nada de gravoso daí viesse.

Como se justifica então a prioridade no acesso às vacinas para os titulares de cargos públicos? Que eu veja a única justificação é de que são eles mesmos quem atribui as prioridades. E ainda por cima recusam as vacinas. Haja decoro… Colapso do funcionamento da sociedade, dizem uns… É neste casos que se mede o carácter. Veja-se o que diz o célebre Barack Obama:

"We want to get vaccinated. We think it's the right thing to do. We will stand in line like everybody else and when folks say it's our turn, that's when we'll get it,''

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Posted by Carlos Manta Oliveira on domingo, outubro 25, 2009
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Reparem no seguinte gráfico:

 EvolucaoMediaMatematica

Uns dirão que é o sucesso das políticas educativas, outros, como a SPM dirão que as provas são demasiado fáceis.

O Expresso foi tirar as teimas, e perguntou a opinião a especialistas espanhóis e franceses.

“Trop facile, muy fácil. É assim que reagem os responsáveis pelas Sociedades de Matemática de França e Espanha a quem o Expresso pediu um parecer sobre a prova do 9.º ano.”

Afinal, Espanha e França atravessam o mesmo dilema, “Não é sustentável que uma sociedade aceite uma taxa de insucesso de 50%”, nas palavras de Daniel Duverney. Mas qual a solução, melhorar o ensino, ou facilitar os exames?

Perdoem o meu cepticismo, mas reparem nos resultados do 12º ano em 2006, 2007 e 2008. Para mim está aí estampada a resposta escolhida em Portugal.

Curiosamente o Ensino Superior começa a sofrer as mesmas pressões, já que o financiamento depende cada vez mais das propinas, e o insucesso escolar leva ao abandono e por consequência quebra nas receitas.

Resta esperar que apesar destas pressões venha a resultar também uma melhoria da qualidade do ensino, que para atingir as taxas elevadas de aprovação não se facilite, nem se baixe a fasquia da qualidade. O sucesso nos exames já chegou.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, julho 01, 2009

Em ano de eleições, é vulgar que surjam situações invulgares, e afirmações ridículas, mas para tudo há limites. Ontem ouvi esta frase e só não me caiu o queixo porque mais era impossível.

É que o processo Freeport (ou Fripór, como alguns ignorantemente lhe chamam) foi reaberto porque as autoridades inglesas descobriram evidências de fraude fiscal. Ou seja dinheiro que rumou de Inglaterra a Portugal e aparentemente se esfumou. Só e apenas isso, absolutamente mais nada.

Charles Smith aparentemente, ou pelo o que as “fugas de informação” indicam, estará a apontar o destino dessas verbas a luvas ao Governo da altura, que aprovou de forma invulgar o licenciamento que já tinha sido recusado. E estou a usar os termos mais brandos que consigo, mas o sumo da questão é este, e mais nada.

Esta balela de “tentativa de assassinato” ultrapassa os limites do ridículo, e em vez do dedo apontado à “campanha negra” que não tinha face nem rosto, agora até já se aponta o dedo aos partidos da oposição. Que descaramento! É que este processo Freeport estava enterrado e bem enterrado. Só veio à tona porque o fisco inglês descobriu que o dinheiro sumiu. Será que o Fisco inglês quer assassinar politicamente o Primeiro-Ministro português.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, abril 22, 2009

Ouvi as declarações do governador do Banco de Portugal na rádio. Fiquei surpreendido e fui procurar conhecer em detalhe as mesmas. Estão disponíveis no site do Banco de Portugal. Recomendo vivamente a leitura das cinco páginas.

Permitam-me que seleccione os pontos que achei fundamentais, das recomendações que VC faz, após constatar o estado dramático da Economia (afinal não vai ser crescimento zero, nem estagnação, vai ser mesmo recessão e de –3,5%):

[…] princípios gerais a que deveriam obedecer os programas orçamentais:
«‐ Concentrarem‐se em despesas de investimento de imediata realização e rápido acabamento para não implicarem grandes despesas futuras. […]
‐ […] melhorias temporárias das condições e duração dos subsídios de desemprego)
‐ Evitarem descidas gerais de taxas de impostos que se tornam difíceis de reverter no futuro […]
‐ […] evitarem apoios discricionários a sectores inteiros de actividade.
‐ Preverem desde já a eliminação futura de algumas das medidas agora adoptadas […].»

Curiosamente todas as medidas propostas por VC vão contra o rumo que tem vindo a ser tomado pelo Governo, nomeadamente a promoção de investimentos de longo prazo que implicam despesas futuras (lançamento de concursos), descida de impostos, e apoios anunciados a sectores de actividade. O último ponto então parece-me claríssimo, e uma forma de dizer “não continuem mais assim”. Estará VC a adoptar uma postura de confrontação das medidas do Governo. Há alguma coerência, já que VC sublinha a necessidade de manter o défice controlado, e todas as medidas que critica fazem exactamente o oposto. ´

Será caso para dizer “E esta, hem?”, ou será que em ano de eleições as regras e o bom senso não precisam mais de ser respeitados?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, abril 15, 2009

Lá diz o povo, "mais depressa se apanha um mentiroso do que um côxo."

Ainda hoje, e cada vez mais me admiro com a acuidade da sabedoria popular.

Isto a propósito de uma entrevista do Primeiro Ministro a uma televisão privada, em que teve o desplante de afirmar o seguinte: "ninguém tinha consciência da dimensão da crise".

Referia-se ao facto de o Orçamento de Estado para 2009 (o tal da Pen que não funcionava), aprovado na Assembleia da República em 28 de Novembro, ter sido já duas vezes alterado, com dois anúncios de pacotes de medidas rectificativas. O primeiro dos quais levou o Presidente da República a pedir explicações ao Governo antes de o promulgar, a 30 de Dezembro.

Como todos se recordam, a oposição votou toda contra o Orçamento, sendo unânime ao classificar as previsões e cenários de crescimento de 0,8% do PIB como irrealistas e sonhadoras, dada a conhecida conjunctura.

Mesmo a OCDE publicou estimativas de crescimento negativo do PIB (recessão) de 0,2%, ainda antes do Orçamento de Estado ser votado. A todos Sócrates apelidou de pessimistas, e de desconhecerem a realidade de Portugal, e fez aprovar o Orçamento proposto pelo Governo.

Curiosamente as novas estimativas do Governo prevêm que o défice possa atingir os 3%, e antecipa o crescimento do desemprego, exactamente o mesmo que a OCDE previa em Novembro.

Uma coisa é certa, as previsões do Governo nunca batem certas nem com as da OCDE, nem com as da UE, nem com as do FMI. A não ser depois das correcções, claro está, em que as previsões "pessimistas" são afinal as que se confirmam.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, janeiro 08, 2009

Via Blasfémias

Em Setembro de 2008, Francisco Louçã acreditava que a Euribor é fixada pelo BCE e pedia ao Governo para propor ao BCE uma baixa de juros. José Sócrates não sabia o que era o short selling e defendia a independência do BCE em relação a pressões políticas.

Em Dezembro de 2008, José Sócrates gaba-se de ter conseguido baixar a Euribor e o Bloco de Esquerda critica Sócrates de se gabar de uma baixa das taxas de juro que não controla.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, dezembro 29, 2008

Encontrei um vídeo sobre o portátil que 500 mil crianças do ensino básico vão ter:

Encontrei-o num Site chamado Portátil Magalhães, que ao que percebo não está oficialmente ligado ao projecto Magalhães. Os parceiros oficiais são a Intel (iniciativa Classmate PC) e a JP Sá Couto (também conhecida pela linha de portáteis Tsunami).

Uma das dúvidas que o Blog levanta é se o Magalhães vai usar a arquitectura do Classmate 2 (Intel Celeron) ou a do Classmate 3 (Intel Atom). A diferença entre as duas versões é significativa(ver comparativo da Classmate), tanto em velocidade de processamento, suporte de armazenamento, aquecimento e utilização da bateria. Infelizmente, parece confirmar-se que a versão das 500 mil unidades será a mais antiga.

De resto, assim como quanto às especificações, há um grande manto de névoa a encobrir esta iniciativa. Chamada de e-escolinhas, parece emular a receita usada para a e-escola. Foi anunciado o preço, mas pouco se sabe sobre especificações. Aparentemente vai fazer parte do material obrigatório, e já se conhecem o fornecedor do processador, e o fabricante, serão essas as diferenças. Começa a especular-se se haverá ou não uma obrigação de vínculo aos operadores móveis ou a operadores de internet, como aconteceu no e-escola.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, agosto 04, 2008

João Soares, ex-presidente da câmara de Lisboa, desmonta todos os argumentos para o encerramento da Portela.

Recomendo que vejam a reportagem fantástica que a TVI fez no link acima, pouco mais de 4 minutos. É um documento extraordinário. Portela está absolutamente sub-utilizada comparada com outras capitais europeias, e a necessidade de aumento de capacidade é uma grande falácia.

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(Comparação entre os aeroportos de Portela e de Gatwick)

Via TAF

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, junho 26, 2008

"Persistência também de questões que pouco ou nada exigem de conhecimentos prévios em Química. Exigem apenas que o aluno saiba ler"

No site da Sociedade Portuguesa de Química (20.06.2008). (reparem que é uma associação desligado do ensino)

Estou curioso se os resultados da Prova vão ser outra coincidência, ou mais um "sucesso".

Trata-se não se esqueçam do Exame Nacional de Física - Química, cuja nota conta para o ingresso no Ensino Superior (fim do 11º ano).

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, junho 23, 2008

Deixo ao vosso critério:

20-05-2008

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que as provas de aferição da disciplina realizadas hoje por mais de 230 mil alunos dos 4º e 6º anos contêm questões «demasiado elementares» para o nível de escolaridade dos estudantes

18.06.2008

18,3 por cento dos alunos obtiveram negativa na prova de aferição de Matemática do 6º ano, enquanto o ano passado este valor situou-se nos 41 por cento. No 4º ano, a percentagem de negativas caiu de 19,7 para 8,8 por cento

«a ministra considerou que houve "pouca prudência" e "imprecisão" nas críticas da SPM e garantiu que as provas de 2008 são "equivalentes em complexidade e dimensão" às de 2007»

Já a mim me parece que acertaram na Mouche. Ou então trata-se de uma melhoria espantosa.

Governação eficaz? Governar para as estatísticas?

Decidam vocês, a prova dos 9 será quando sair o relatório da OCDE.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, junho 19, 2008

Have you seen An Inconvenient Truth from Al Gore? Find out what as changed since, according to him:

Via iPhil

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, abril 14, 2008

Não, não começo logo com um erro de grafia este texto. O que educação precisa não é de um conserto no sentido de precisar de ser arranjada, mas sim de alguém que a saiba dirigir, como um Maestro dirige um concerto.

Isto vem a propósito do anúncio de mais 30 milhões de euros investidos em melhorar as escolas.

Um concerto não é para o maestro, nem para os músicos, nem para o público, unicamente. É o concertar de todos os interesses e performances que tornam um concerto magnífico, e que o podem melhorar.

Quando se está perante um mau concerto, o que se pode melhorar?

- Melhorar as condições da sala do concerto. (certamente permite ao público ouvir melhor, em mais conforto)

- Adequar a peça escolhida aos interesses do público. (oferecer algo de novo e que acrescente valor, sendo interessante)

- Melhorar os músicos (com mais formação ou incentivo)

- Trocar o Maestro (quando o Maestro não consegue por os músicos a tocar, quando o Maestro não sabe interpretar a peça de música, ou quando simplesmente não se interessa pelo público)

Eu não diria que é preciso reparar a educação. O sistema educativo português é comparável aos melhores da Europa. Os alunos que vão em Erasmus geralmente têm sucesso. Há que comparar e melhorar o sistema, mas não é verdade que preciso ser reparado.

Outra coisa é perguntar se a qualidade dos concertos tem vindo a melhorar ou a piorar. A métrica de avaliar a qualidade do concerto é complicada. A opinião dos músicos não será sempre coincidente com a do público. E por vezes também é preciso adaptar a peça a ser tocada aos interesses do público. Não basta perguntar a uma das partes.

Contudo investir apenas na qualidade da sala, por modo a que o público não a abandone não chega. Certamente é positivo que o público não abandone a sala, e que a sala seja mais confortável (cantinas, ginásios, computadores com ligação internet, etc). Mas não retirando mérito a essas medidas, serão as mais adequadas?

Tenho a certeza que estão a acompanhar a analogia, e já perceberam também que o problema reside na motivação dos músicos. É que o modo como o Maestro trata os músicos, por mais brio e profissionalismo que estes tenham vai ter influência no espetáculo. No caso parece mesmo que o Maestro e os músicos estão de costas voltadas. Será que melhorar os assentos da sala resolve a questão?

A mim parece-me que é preciso usar de muito mais tacto para orquestrar uma solução de qualidade, e para melhorar efectivamente o sistema educativo. É preciso escolher bem a peça a tocar (especialmente os programas educativos, cursos técnico-profissionais, novas oportunidades, e ajustar os conteúdos programáticos), dar condições de conforto ao público (muito tem sido feito, de cantinas a computores pessoais), mas dirigir e motivar os músicos (Insultar, retirar regalias, e depois dar um prémio ao melhor não me parecem medidas adequadas).

Será caso para mudar o Maestro? Bastará chamar a atenção do mesmo? O certo é que claramento é preciso mudar algo no rumo seguido de modo a que os concertos futuros possam ir melhorando.

Adenda: Na Educação, e nas salas de aula, tal como nos concertos e nas salas se concertos, nada de telemóveis, para não prejudicar os restantes interessados.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, abril 11, 2008

Encontrei na Avenida Central:

The Show Must Go On

14 de Março de 2008
Sócrates: quem fala em baixar impostos demonstra "leviandade e irresponsabilidade"
26 de Março de 2008
Governo baixa taxa do IVA de 21 para 20 por cento

É evidente que a "pólvora" não foi descoberta em 12 dias. É evidente que o Governo já tinha a baixa do IVA preparada e estudada há algum tempo, eventualmente poderia estar à espera do momento certo para a anunciar. Não é possível de acreditar que em tão pouco tempo seja possível uma tão radical mudança de opinião, mesmo com a publicação dos números do INE.

 

Houve sim foi uma jogada de antecipação. Alguém que soube fazer as contas, das receitas previstas, e do orçamento planeado e que reparou que havia margem para descer os impostos. E que detectou esse situação e obrigou o Governo a reagir, e a ser destrunfado, obrigado a por as cartas na mesa.

 

Pela boca morre o peixe, mas a "política" é isto mesmo. O acto irresponsável passa a correcto em 12 dias. A descida do IVA é correcta, não sendo a panaceia para os problemas de perda de poder de compra e do aumento do desemprego, é um sinal positivo para a economia quando os combustíveis e o pão não paravam de subir. Mas na fotografia só mesmo as palavras de 14 de Março, mas é de perceer a reacção de irritação ao descobrir que a oposição acordou e conseguiu antever os passos do Governo.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, março 27, 2008

Um modelo interessante de incentivar a participação nas eleições. Um experiência no Iowa provou a força do peer pressure. Consistiu simplesmente em enviar uma carta aos eleitores com duas listas: a dos vizinhos que votaram e a dos que não votaram, e ainda a promessa de voltar a enviar uma carta semelhante depois das eleições. Resultado? Redução em 8,1 pontos percentuais da abstenção. Uma vez que a participação rondava os 30%, significa um aumento na afluência às urnas de quase 25%!

Encontrei no Freakonomics.

Most democracies are suffering from a common problem, the number of people actually voting does not even reach half of the voters in most countries. An experiment in Iowa found an interesting way to deal with this: peer pressure! They simply sent out a mail reporting on one's neighbours, whether they had voted at last elections or not, and a promise to send an updated list after the elections. Did it work out? There was an 8% increase on the number of voters compared to a control group. The average turnout was around 30%, so this is around a 25% increase!

I found it on Freakonomics.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, março 24, 2008

Belmiro de Azevedo afirma que foi desafiado a apresentar uma proposta de gestão privada para o aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Mário Lino afirma desconhecer que tal desafio tenha sido feito.

No contexto do último ano de declarações do actual Ministro tal pode ser entendido como uma confirmação inequívoca que a SONAE tomará conta da gestão do aeroporto.

Seriam muito boas notícias para o Porto, até porque a Ryanair acabou por desistir do Hub do Porto e mudou-o para Santiago na Galiza. A actual gestão do aeroporto aparentemente está a perder oportunidades de rentabilizar uma estrutura fantástica (o melhor aeroporto da europa, segunda a ACI em 25.02.2008).

Seria também um disparate a rede ferroviária de alta velocidade não passar no aeroporto, até porque sempre se falou de uma paragem do TGV quer na Ota quer em Alcochete.

UPDATE:

Rui Moreira diz ter testemunhado o convite a Belmiro de Azevedo feito pelo Ministro das Finanças. Algo corre muito mal no Governo, não fica nada bem que responsáveis de pastas diferentes se contradigam.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Foi claro para todos a humilhação que Mário Lino enquanto Ministro foi obrigado a passar. Primeiro ao anunciar uma localização, depois ao ser obrigado a encomendar um estudo que segundo o próprio seria uma formalidade, e finalmente a aceitar que estava completamente errado, e como menino da escola primária, a ficar sentadinho a olhar para o chão, enquanto o Primeiro Ministro José Sócrates resolvia as trapalhadas e anunciava a solução corrigida.

Mário Lino sobreviveu à remodelação governamental. Foi esse o erro de Sócrates, teve piedade do seu Ministro e manteve-o dentro do Governo. Estes erros pagam-se caro, ora vejam só a vingança:

Mário Lino deu instruções ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil para avaliar opções ao corredor Chelas-Barreiro.

«Relativamente à 3ª travessia do Tejo, que há muito está pensada entre Barreiro e Chelas, será rodo e ferroviária», tinha anunciado Sócrates poucos dias antes.

A vingança serve-se fria, diz o ditado, mas Lino nem esperou muito para retribuir a ensaboadela com que foi presenteado.

No meio desta trapalhada toda a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino já tinha anunciado as verbas exactas envolvidas na construção da nova ponte, e ter afastado por completo a alternativa apresentada pela CIP, e já tinha inclusivamente anunciado os novos tempos de viagem entre Setúbal e Lisboa, assim como a remodelação dos percursos do Metro Sul do Tejo.

A única dúvida que resta é portanto quem é que vai anunciar o fim de nova monumental trapalhada, e se os autarcas do Barreiro serão compensados como os do Oeste. É que entre estudos, contra-estudos, alterações de projectos e compensações o dinheiro dos contribuintes vai voando.

Aproveito para repetir o que escrevi aqui este Blog no dia 11 de Janeiro:

Agora passa a ser cada vez mais aconselhável ignorar o discurso do Governo por completo, e aguardar uns dias até que alguém se voluntarie para os corrigir, para que os disparates sejam evitados. Mais vale dar um tempinho já que o mais certo é que as decisões iniciais sejam o primeiro pensamento que lhes ocorreu, e o melhor mesmo estar atento a ver quem aponta os erros, pois daí sairá a decisão vinculativa.

Se dúvidas restassem, estão esclarecidas. Está provado que não se aprende com os erros, mas que se torna a repeti-los com insistência e prepotência. Vale contudo a pena ressalvar que eventualmente as melhores soluções poderão eventualmente vir a ser escolhidas, ao se recorrer a relatórios técnicos. Para este foi dado um prazo de 45 dias, no anterior o Ministro confessou saber as conclusões 30 dias antes do relatório estar concluído... Valerá a pena dizer mais?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Na sequência dos novos serviços anunciados pelo Ministério da Administração Interna, venho aqui referenciá-los, e adicionar outros dois, talvez igualmente úteis.

Perdidos e Achados

(felizmente não perdi nada, mas experimentei a busca e funciona bem)

Denúncias de Crimes

(desde poluição até ofensas corporais)

Livro Amarelo

(Um repositório de queixas)

Queixas

(Outro Repositório, completo, e de busca fácil)

Há quem recomende consultar estes repositórios antes de comprar um produto ou serviço para verificar a fiabilidade da empresa.

Governem-se! (electronicamente)

Conhecem mais algum site a acrescentar a esta lista?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, janeiro 31, 2008

Este é um delicioso vídeo de entre os mais populares dos Gato Fedorento:

Notícias recentes deram-me vontade que o partilhar convosco:

Sócrates salienta descida do risco de pobreza

Reparem que o que é reduzido é o risco, não a pobreza, são dados referentes a 2006, mas Sócrates vem dar a cara por estes números e dar-lhes toda a importância.

Inflação média acima das previsões do Governo

Senhor Primeiro-Ministro, algum comentário a estes números?

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, janeiro 16, 2008

Se já era difícil (para alguns, depois muitos) acreditar nas promessas nos objectivos do Governo, agora torna-se impossível acreditar no que é anunciado como decisões definitivas. Em particular veja-se o vexame que foi com os complementos de reforma e com a localização do novo aeroporto. O que era verdade num dia, e arrogantemente defendido como decisão inabalável e inequívoca, passou passado 24 horas de a oposição lembrar o incumprimento da Lei, e passado 24 horas da publicação de um estudo exigido pela sociedade civil, a serem águas passadas.

É de sublinhar a coragem e nobreza de quem admite que erra com frequência e tenta actuar de modo a corrigir esses mesmos erros. Antes isso que insistir no erro e se agarrar a ele com prepotência e autismo. No entanto tratando-se de decisões com a importância que têm para o país e as gerações vindouras, mudar de ideias em tão pequeno reduzido espaço de tempo só mostra a leviandade e a irresponsabilidade com que as decisões são tomadas.

Agora passa a ser cada vez mais aconselhável ignorar o discurso do Governo por completo, e aguardar uns dias até que alguém se voluntarie para os corrigir, para que os disparates sejam evitados. Mais vale dar um tempinho já que o mais certo é que as decisões iniciais sejam o primeiro pensamento que lhes ocorreu, e o melhor mesmo estar atento a ver quem aponta os erros, pois daí sairá a decisão vinculativa.

Quanto às atitudes individuais, é muito triste ouvir alguém que dizia "Margem Sul Jamais" passar a dizer "Ota, eu? Vocês é que dizeram Ota!". É preferível ignorar por completo declarações destas e imaginar que alguém com tal falta de vergonha e verticalidade alguma vez tenha chegado onde chegou. É a mesma pessoa que em Julho de 2007 garantiu que haveria portagens nas SCUT até ao final do ano (já lá vão 11 dias). Há notícias de pórticos em fase de testes, mas eu estou curioso por descobrir o que irá despoletar mais uma das mudanças 24 horas.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, janeiro 11, 2008

O Governo anunciou ontem que a partir de Setembro alunos e professores do ensino básico e secundário poderão adquirir computadores por apenas 150 euros e obter acesso internet por 15 euros (dependendo se benificiam ou não de apoio escolar os preços variam, podendo até os computadores serem gratuitos).

Fica-se à espera que esta promessa se concretize, e que não seja como os 150 mil novos empregos. A ver vamos em Setembro.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, junho 01, 2007