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É um dos tópicos da moda, e não resisiti a partilhar a minha opinião.

Sou um grande admirador da ASAE. Provavelmente um dos maiores e mais fieis fãs. Acima de tudo, pela ausência de alternativas. É que finalmente há em Portugal uma entidade que é parte das forças de segurança (segurança alimentar) que zela pelo cumprimento da Lei, e que não embarca no discurso da tolerência, das tradições, da adaptação à realidade, das excepções, da permissividade. É uma lufada de ar fresco, saber que para a ASAE o primeiro e mais importante é a Lei ser cumprida, uma vez que é esse cumprimento que garante a saúde dos consumidores.

Têm recebido muitas críticas, acima de tudo porque a ASAE se destaca da mentalidade portuguesa. Daquela que diz essa Lei vai ser impossível de cumprir, vai ter de haver tolerância, de certeza que há maneira de dar a volta, vai ser impossível verificarem, e assim fora. Este é o habitual discurso sempre que sai uma nova Lei, mas que está a desaparecer. Os portugueses bem lá no fundo também são fãs da ASAE, só que nem dão por ela. Começa-se a ouvir na rua "havia de vir aqui a ASAE por ordem nisto", " se fosse a ASAE a cobrar impostos é que era", " a ASAE é que devia vir fechar os aterros", " então a ASAE não vem aqui ver o fumo destas chaminés?", "se os àrbitros fossem da ASAE", "a ASAE é que devia controlar os preços dos (bilhetes de cinema/ combustíveis/mensalidades dos ginásio)". E podia continuar pelos horários dos transportes públicos, do cumprimento de prazos, entre outros. Ou seja, apesar de tanta insistência na tecla da cultura da tolerência, os portugueses até anseiam por haver uma entidade que garanta um mínimo de ordem e respeito.

Acima de tudo a ASAE assenta em cima de uma mensagem bem passada. Se não estou em erro a ASAE fiscaliza um número de entidades na ordem de grandeza das dezenas de milhar por ano, logo a agrande maioria dos portugueses nem nunca viu um agente da ASAE. Mas a reputação corre léguas, as consequências do incumprimento passaram a ser temidas (a Lei seria mesmo aplicada). Tanto mais que essa reputação se tornou um mito, e começaram a circular exageros, e até petições na Internet em defesa de pseudo-valores, alguém precisava de por limites à ASAE. E entrou-se numa campanha de intoxicação da opinião pública, introduzindo propaganda e falsidade com o fim de hostilizar a ASAE e perpetuar a "tolerância" (leia-se incumprimento).

Respondeu muito bem o director da ASAE. Quem vais Leis é a Assemblia da República, a ASAE limita-se a garantir o seu respeito e cumprimento. A ASAE não vais mais do que aquilo que a Lei impõe, e tem por missão fiscalizar exaustivamente, de modo a que a saúde pública e os direitos dos consumidores estejam salvaguardados. Eu não podeira estar mais de acordo, bato palmas à ASAE e a este discurso, que muito faz falta ao país, em minha opinião. Sou mesmo fã, hã?

A única coisa em que aponto o dedo à ASAE é naquilo a que meu ver a falha única na postura. Segundo o director a grande parte do incumprimento resulta da falta de informação e conhecimento da Lei. Assim os 50% da restauração precisam é de se adaptar para cumprir, mas a missão da ASAE é fiscalizar e não informar. Aí eu estou em desacordo. Para mim a função de qualquer força de segurança é a de prevenção. De fiscalizar, e punir também, mas acima de tudo de prevenir. O objectivo das multas é esse mesmo, não é assegurar fontes de receitas (como parece ser a missão da inspecção de impostos), mas a de garantir que a Lei é cumprida ao punir o respectivo incumprimento. E a informação é para mim uma forma essencial de prevenção, e a prevenção terá mesmo o objectivo máximo de qualquer força de segurança. Não digo que não o façam, mas neste discurso falta para mim o conceito de que os inspectores da ASAE têm que fiscalizar mas também que auxiliar e aconselhar as boas práticas que garantam o cumprimento da Lei pela qual tão vigorosamente zelam.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, janeiro 14, 2008

Eu acho sinceramente que um dos Gato Fedorento está a tentar ser a Paris Hilton em versão portuguesa. É que são coincidências e parecensas demasiadas para não se tratar de um esforço propositado. Vejamos:

  • Paris e Quintela são figuras mediáticas
  • Paris e Quintela têm um programa de televisão
  • Paris e Quintela gostam de dançar (quem não viu no Dança Comigo?)
  • Paris e Quintela pensam que sabem cantar (convidado a cantar nas Doce)
  • Paris e Quintela bebem demasiado
  • Paris e Quintela conduzem embriagados
  • Paris e Quintela põem em perigo pessoas inocentes
  • Paris e Quintela são apanhados pela Polícia
  • Paris e Quintela são condenados pelo Juiz
  • Paris e Quintela fazem trabalho comunitário para cumprir a pena

Dado o lapso temporal entre o original e a cópia torna-se completamente claro que é José Diogo Quintela que está a tentar emular a conhecida e mediática Paris Hilton. A diferença entre o original e a cópia é que os juízes são bem mais permissivos que os americanos, ou como se diz em Portugal "tolerantes", e Quintela ainda vai continuar com a carta de condução em sua posse e autorizado a conduzir. Isto apesar de aparecer num programa de televisão a beber champagne pela garrafa horas antes de ser apanhado pela polícia.

Shame on you stinky cat!

Discordo completamente desta decisão judicial. Acho que há uma tremenda falta dos juízes portugueses. De coragem por um lado em condenarem figuras públicas, como se destas tivessem medo, e de visão por outro lado, pois fazem passar uma mensagem totalmente descabida e muito perigosa. A mensagem que fica é que afinal não se fica sem carta por conduzir embriagado, só se paga multa, e que afinal até se pode conduzir bêbado uma vez por outra que o juiz perdoa e desculpa.

Pois é, não vivêssemos num país que tem das maiores taxas de sinistralidade automóvel do mundo e até se compreendia tal tolerância zero. É um facto que a melhoria na assistência aos sinistros (trabalho do INEM) tem feito com que mortalidade diminua, mas seria importante que as estatísticas passassem a reflectir as mortes no Hospital (a 30 dias) e não apenas as declaradas na estrada. Longe vão os tempos da famosa "Tolerância Zero". É pena, porque ainda há muito que fazer, e a prova está este triste exemplo de Quintela. Tanto por não ter tido pojo em conduzir um carro embriegado (não teria dinheiro para um taxi?) como na falta de tacto do juiz em ser tolerante com alguém que ultrapassou em mais de 3 vezes o limite legal para conduzir.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, janeiro 04, 2008