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Reparem no seguinte gráfico:

 EvolucaoMediaMatematica

Uns dirão que é o sucesso das políticas educativas, outros, como a SPM dirão que as provas são demasiado fáceis.

O Expresso foi tirar as teimas, e perguntou a opinião a especialistas espanhóis e franceses.

“Trop facile, muy fácil. É assim que reagem os responsáveis pelas Sociedades de Matemática de França e Espanha a quem o Expresso pediu um parecer sobre a prova do 9.º ano.”

Afinal, Espanha e França atravessam o mesmo dilema, “Não é sustentável que uma sociedade aceite uma taxa de insucesso de 50%”, nas palavras de Daniel Duverney. Mas qual a solução, melhorar o ensino, ou facilitar os exames?

Perdoem o meu cepticismo, mas reparem nos resultados do 12º ano em 2006, 2007 e 2008. Para mim está aí estampada a resposta escolhida em Portugal.

Curiosamente o Ensino Superior começa a sofrer as mesmas pressões, já que o financiamento depende cada vez mais das propinas, e o insucesso escolar leva ao abandono e por consequência quebra nas receitas.

Resta esperar que apesar destas pressões venha a resultar também uma melhoria da qualidade do ensino, que para atingir as taxas elevadas de aprovação não se facilite, nem se baixe a fasquia da qualidade. O sucesso nos exames já chegou.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, julho 01, 2009

 

Adivinhem a autoria da seguinte citação:

Tenho-me sempre pronunciado no sentido de que não é possível, em democracia, fazer uma reforma do ensino contra a vontade generalizada dos professores, como fazer uma reforma da saúde contra os médicos e os enfermeiros ou uma reforma da justiça contra os magistrados.

Quem é que disse isto?

Pista: Foi no Diário de Notícias, de 18 de Novembro de 2008.

Vejam e surpreendam-se, ou talvez não.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, novembro 20, 2008

sarcasmo

nome masculino

1. zombaria insultuosa

2. ironia azeda; menosprezo

3. escárnio; motejo

(Do gr. sarkasmós, «id.», pelo lat. sarcasmu-, «id.») Fonte: Porto Editora

"Peço desculpa aos senhores professores de ter causado tanta desmotivação, mas é do interesse do país, dos alunos e das escolas"

Ou seja: desculpem lá, mas quero lá saber do que vocês pensam. Excelente resposta para alguém acusada de prepotência. Não conheço em profundidade os motivos deste protesto, no Sábado ouvi os professores pedirem "Avaliação Sim, mas com dignidade". Não sei o que está de errado com este modelo, mas parece ser unânime que ninguém o aceita.

O que eu sei também é que não gostaria nada de ser professor do Ministério da Educação. Por muito que se goste de ensinar ou de ser professor, com tanto desprezo da tutela é difícil. Qualquer gestor sabe da importância de ter uma equipa de trabalho motivada.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, novembro 13, 2008

Sem palavras:

anuncio jornal professor

Via PROFAVALIAÇÃO

Este anúncio fez-me lembrar o que me contaram na sexta-feira passada sobre o Magalhães. Por motivos familiares acabo por conviver muito tempo com pessoas ligadas ao ensino (leia-se professoras). Confesso que ando curioso com o Magalhães e o seu impacto, feliz pela iniciativa e pelo conceito, mas desiludido com implementação, quer pelas características e preço, já que nem o processador Atom implementa, como fazem os concorrentes, quer pela propaganda ridícula.

Como se não bastasse a poeira que se manda para os olhos a nível nacional, com o "primeiro computador português", que afinal é mais um a sair das linhas da JP Sá Couto que há anos põe os Tsunami no mercado, agora passou a ser o "primeiro computador ibero-americano". Tudo bem que McCain decidiu vender facas no seu tempo de antena ironizando com o facto de Obama ganharmais dinheiro com a imagem que ele, mas fazer TeleShopping Melga-Mike em conferências Ibero-Americanas, "se comprar já oferecemos-lhe um pin grátis" acho exagerado. Uma coisa é oferecer GPS NDrive em visitas de Estado, como fez Cavaco Silva quando veio o Rei de Espanha, subtilmente, outra é andar a vender a banha da cobra descaradamente.

Bem, mas voltando ao ensino. Queria eu saber se já tinham ou não começado a usar o Magalhães nas escolas, e o que tinha mudado, e recebi um montado enorme de queixas. Resistência à mudança, velhos do Restelo, pensei eu. Mas realmente é extraordinário, as queixas não tinham a ver nem com a utilização do novo meio, nem com a criação de conteúdos como eu pensava. Pelo contrário, o que mais há é fichas em .doc e .pdf, até estavam contentíssimas com a ideia do trabalho poupado em imprimi-las. O problema é a burocracia. São tarefas dos professores as seguintes:

  • entregar códigos aos alunos para pedirem o Magalhães
  • receber os pedidos e confirmar se estão correctos
  • verificar os comprovativos de acção social para determinar o preço aplicável
  • fazer a encomenda de toda a turma, depois das confirmações, com o número de contribuinte do professor
  • receber os Magalhães
  • pedir e verificar os comprovativos de pagamento multibanco, e verificar se estão conforme os escalões correctos
  • entregar os Magalhães aos alunos

Obviamente que Magalhães ainda nem vê-los, com tanta papelada. E a sala de aula passa a ser na realidade um franchising da JP Sá Couto, tal e qual as lojas da TMN ou da Vodafone nos Shopping. Qual será o próximo passo? Tele-vendas nas horas não-lectivas? Será que a percentagem de unidades vendidas vai contar para a avaliação?

(Para que não me acusem de criticar sem oferecer alternativas, obviamente que o processo logístico da distribuição dos Magalhães deveria estar a cargo de quem os produz. Ao Ministério bastaria gerar um código por aluno, e informar a JP Sá Couto do preço aplicável associado a cada código conforme o escalão)

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Posted by Carlos Manta Oliveira on terça-feira, novembro 04, 2008

A Blogosfera Nacional tem estado inflamadíssima quanto ao anúncio do novo portátil Magalhães. Mais que desmontar o novo portátil, eu diria que o despedaçaram.

No Blasfémias dão conta de que o Magalhães é na verdade, um re-branding local do ClassmatePC da Intel, e que o "Made In Portugal", na práctica é montado sobre licença da Intel.

Já o Público dá conta que o agora anunciado acordo, na realidade data de Outubro, e remete mesmo a iniciativa para um programa da Intel para países sub-desenvolvidos (ou emergentes).

Na minha opinião esta iniciativa, marketing político à parte, acaba por ser positiva, se realmente se puser nas mãos das crianças em idade escolar um computador ainda que básico. Não é preciso um Ferrari para aprender a conduzir, apenas algo que satisfaça as necessidades. Por outro lado a uniformização (todos terem o mesmo) não deixa de ser interessante. Até pode ser que resultem mesmo resultados inesperados, e que por exemplo os professores decidam publicar mais conteudos multimedi e distribui-los, eventualmente até ao espaço lusófono.

Agora falta ainda saber, como mencionei num post anterior, quais vão ser afinal as caraterísticas e especificações do Magalhães, a tal névoa continua a pairar, assim como sobre o preço (ok, 50€, mas com fidelização a redes móves, a Internet de banda larga, e por queal duração?)

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, agosto 06, 2008

Encontrei um vídeo sobre o portátil que 500 mil crianças do ensino básico vão ter:

Encontrei-o num Site chamado Portátil Magalhães, que ao que percebo não está oficialmente ligado ao projecto Magalhães. Os parceiros oficiais são a Intel (iniciativa Classmate PC) e a JP Sá Couto (também conhecida pela linha de portáteis Tsunami).

Uma das dúvidas que o Blog levanta é se o Magalhães vai usar a arquitectura do Classmate 2 (Intel Celeron) ou a do Classmate 3 (Intel Atom). A diferença entre as duas versões é significativa(ver comparativo da Classmate), tanto em velocidade de processamento, suporte de armazenamento, aquecimento e utilização da bateria. Infelizmente, parece confirmar-se que a versão das 500 mil unidades será a mais antiga.

De resto, assim como quanto às especificações, há um grande manto de névoa a encobrir esta iniciativa. Chamada de e-escolinhas, parece emular a receita usada para a e-escola. Foi anunciado o preço, mas pouco se sabe sobre especificações. Aparentemente vai fazer parte do material obrigatório, e já se conhecem o fornecedor do processador, e o fabricante, serão essas as diferenças. Começa a especular-se se haverá ou não uma obrigação de vínculo aos operadores móveis ou a operadores de internet, como aconteceu no e-escola.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, agosto 04, 2008

Para já, não a média, é a nota mínima, ou melhor, a nota do último que entrou, mas adiante...

Foram abertas mais vagas do que em anos anteriores, podem ser consultadas aqui (Lista de Vagas segundo Ciência Hoje).

O número de candidatos tem vindo a descer todos os anos.

Ainda assim eu arrisco uma súbida de 1 a 2 valores. Devo estar louco, dirão vocês!

Mas não, a sério que não. É que as notas dos exames nacionais subiram de modo fantástico, em particular o de matemática. Se bem entendi, o de Física e Química deste ano só contará para quem concorre no próximo ano (a disciplina termina no 11º).

Ainda assim fica o aviso. Escolham com cuidado. É verdade que muitos cursos em várias Universidades fizeram "batotas", como incluir a prova de português para o acesso a cursos de Engenharia em vez da Matemática. Vejam bem com atenção os requesitos de cada curso a que concorrem, e não se esqueçam que as notas dos exames foram altas. Um "12" que ano passado tinha chegado, neste ano só com "13" ou "14". Estão avisados.

Vai ser mais difícil entrar? Não, é claro que não!

Como disse antes, há mais vagas e menos candidatos. Vai ser até é mais fácil, as médias vão subir, mas vão subir para toda a gente. O que é preciso é serem cuidadosos nas escolhas, e não estarem a contar que tudo seja semelhante ao ano passado, senão arriscam-se a ficar de fora na primeira fase, e depois na segunda só podem escolher entre o que sobrar.

Façam de conta que as notas do ano passado from em Euros, e as deste anos são em dólares, se me consigo fazer passar a analogia.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, julho 10, 2008

"Persistência também de questões que pouco ou nada exigem de conhecimentos prévios em Química. Exigem apenas que o aluno saiba ler"

No site da Sociedade Portuguesa de Química (20.06.2008). (reparem que é uma associação desligado do ensino)

Estou curioso se os resultados da Prova vão ser outra coincidência, ou mais um "sucesso".

Trata-se não se esqueçam do Exame Nacional de Física - Química, cuja nota conta para o ingresso no Ensino Superior (fim do 11º ano).

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, junho 23, 2008

Deixo ao vosso critério:

20-05-2008

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que as provas de aferição da disciplina realizadas hoje por mais de 230 mil alunos dos 4º e 6º anos contêm questões «demasiado elementares» para o nível de escolaridade dos estudantes

18.06.2008

18,3 por cento dos alunos obtiveram negativa na prova de aferição de Matemática do 6º ano, enquanto o ano passado este valor situou-se nos 41 por cento. No 4º ano, a percentagem de negativas caiu de 19,7 para 8,8 por cento

«a ministra considerou que houve "pouca prudência" e "imprecisão" nas críticas da SPM e garantiu que as provas de 2008 são "equivalentes em complexidade e dimensão" às de 2007»

Já a mim me parece que acertaram na Mouche. Ou então trata-se de uma melhoria espantosa.

Governação eficaz? Governar para as estatísticas?

Decidam vocês, a prova dos 9 será quando sair o relatório da OCDE.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quinta-feira, junho 19, 2008

Gostei em especial do que dizem sobre a incineração.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, maio 30, 2008

Não, não começo logo com um erro de grafia este texto. O que educação precisa não é de um conserto no sentido de precisar de ser arranjada, mas sim de alguém que a saiba dirigir, como um Maestro dirige um concerto.

Isto vem a propósito do anúncio de mais 30 milhões de euros investidos em melhorar as escolas.

Um concerto não é para o maestro, nem para os músicos, nem para o público, unicamente. É o concertar de todos os interesses e performances que tornam um concerto magnífico, e que o podem melhorar.

Quando se está perante um mau concerto, o que se pode melhorar?

- Melhorar as condições da sala do concerto. (certamente permite ao público ouvir melhor, em mais conforto)

- Adequar a peça escolhida aos interesses do público. (oferecer algo de novo e que acrescente valor, sendo interessante)

- Melhorar os músicos (com mais formação ou incentivo)

- Trocar o Maestro (quando o Maestro não consegue por os músicos a tocar, quando o Maestro não sabe interpretar a peça de música, ou quando simplesmente não se interessa pelo público)

Eu não diria que é preciso reparar a educação. O sistema educativo português é comparável aos melhores da Europa. Os alunos que vão em Erasmus geralmente têm sucesso. Há que comparar e melhorar o sistema, mas não é verdade que preciso ser reparado.

Outra coisa é perguntar se a qualidade dos concertos tem vindo a melhorar ou a piorar. A métrica de avaliar a qualidade do concerto é complicada. A opinião dos músicos não será sempre coincidente com a do público. E por vezes também é preciso adaptar a peça a ser tocada aos interesses do público. Não basta perguntar a uma das partes.

Contudo investir apenas na qualidade da sala, por modo a que o público não a abandone não chega. Certamente é positivo que o público não abandone a sala, e que a sala seja mais confortável (cantinas, ginásios, computadores com ligação internet, etc). Mas não retirando mérito a essas medidas, serão as mais adequadas?

Tenho a certeza que estão a acompanhar a analogia, e já perceberam também que o problema reside na motivação dos músicos. É que o modo como o Maestro trata os músicos, por mais brio e profissionalismo que estes tenham vai ter influência no espetáculo. No caso parece mesmo que o Maestro e os músicos estão de costas voltadas. Será que melhorar os assentos da sala resolve a questão?

A mim parece-me que é preciso usar de muito mais tacto para orquestrar uma solução de qualidade, e para melhorar efectivamente o sistema educativo. É preciso escolher bem a peça a tocar (especialmente os programas educativos, cursos técnico-profissionais, novas oportunidades, e ajustar os conteúdos programáticos), dar condições de conforto ao público (muito tem sido feito, de cantinas a computores pessoais), mas dirigir e motivar os músicos (Insultar, retirar regalias, e depois dar um prémio ao melhor não me parecem medidas adequadas).

Será caso para mudar o Maestro? Bastará chamar a atenção do mesmo? O certo é que claramento é preciso mudar algo no rumo seguido de modo a que os concertos futuros possam ir melhorando.

Adenda: Na Educação, e nas salas de aula, tal como nos concertos e nas salas se concertos, nada de telemóveis, para não prejudicar os restantes interessados.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, abril 11, 2008

Encontrei um texto que considero excelente e com que concordo na plenitude. Nem preciso de acrescentar mais nada, sem ser que leiam e reflictam um pouco.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Encontrei na Praça da República (de Beja)

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Posted by Carlos Manta Oliveira on segunda-feira, fevereiro 18, 2008

O Governo anunciou ontem que a partir de Setembro alunos e professores do ensino básico e secundário poderão adquirir computadores por apenas 150 euros e obter acesso internet por 15 euros (dependendo se benificiam ou não de apoio escolar os preços variam, podendo até os computadores serem gratuitos).

Fica-se à espera que esta promessa se concretize, e que não seja como os 150 mil novos empregos. A ver vamos em Setembro.

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Posted by Carlos Manta Oliveira on sexta-feira, junho 01, 2007